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ENVELHECIMENTO E SAÚDE MENTAL

  • 23 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 11 de jun. de 2025



Perceber-se envelhecendo pode ser motivo de sofrimento para muitas pessoas, principalmente em tempos de supervalorização da imagem e dos procedimentos estéticos, que buscam apagar as marcas da passagem do tempo no corpo. Redes sociais, comparações, ideal da juventude… esses fatores, somados ao aparecimento concreto de mudanças relacionadas à velhice, podem influenciar muito negativamente a saúde mental de alguns pacientes.


Mais do que as mudanças corporais e suas limitações, a psicoterapia orientada pela psicanálise está interessada em dedicar-se às mudanças na posição subjetiva do indivíduo diante de seu processo de envelhecimento.

- O que mudou na minha vida com o avançar da idade? Como me coloco socialmente e com meus amigos e família? O que desse processo me causa sofrimento?


Os principais temas que aparecem nessa relação entre velhice e saúde mental e que podem causar angústia e sofrimento são: solidão, perda de posições sociais e ideais, lutos, depressão, perda de autonomia, etarismo, problemas com a autoestima, conflitos familiares, tabus relacionados ao envelhecimento, etc.


Para a psicanálise, o sujeito não envelhece. Ou seja, as limitações do corpo causadas pela passagem do tempo não dizem tudo sobre os indivíduos e não os reduzem somente a isso. O inconsciente mantém-se produtivo apesar do envelhecimento, pois carrega as marcas das experiências sentidas e vividas, tornando cada sujeito único.


Nesse contexto, a psicoterapia orientada pela psicanálise busca oferecer um espaço seguro e acolhedor para que o idoso possa falar livremente sobre suas questões. É a partir dessa relação paciente-psicólogo que é possível elaborar o sofrimento e inventar novas maneiras de seguir na vida, considerando as tantas mudanças trazidas pelo envelhecimento.

 
 
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