QUEM CUIDA DE QUEM CUIDA?
- 28 de mai. de 2025
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Atualizado: 11 de jun. de 2025

A área da saúde é aquela responsável por cuidar do outro e prezar pelo seu bem-estar, mas como está a saúde mental de quem cuida? Seja por longas jornadas de trabalho ou por impactos psicológicos da prática, atualmente vemos crescer o número de profissionais da saúde adoecidos por sobrecarga emocional.
Sabemos que separar o pessoal do profissional e garantir a objetividade no trabalho pode ser importante para muitas profissões da assistência. No entanto, não podemos ignorar a participação da subjetividade no ambiente de trabalho, ainda que se tente reprimi-la. Será que a forma como os profissionais têm sido tocados pelo contato com seus pacientes não influenciam no exercício do cuidado? E as expectativas sobre suas atribuições, não podem gerar ansiedades, medos, autocobranças e sobrecarga?
Vemos que o campo da saúde não pode ser um lugar apenas de protocolos, já que ele é feito de sujeitos que são tocados pela experiência do outro e que também possuem suas próprias vivências. Assim, médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, etc para seguirem, de forma saudável, na função de quem exerce o cuidado é preciso, muitas vezes, que ocupem uma outra posição: a de quem o recebe.
A psicoterapia orientada pela psicanálise é aquela que justamente prioriza o lugar da subjetividade, querendo saber sobre o que os sujeitos têm a dizer sobre as posições de trabalho que ocupam e como elas os afetam em sua história. A aposta é a de poder deslocar essa posição de “heroi” que o profissional de saúde carrega e que pode ser uma das causas do sofrimento e da sobrecarga emocional.



