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TRABALHO: ESTRESSE E BURNOUT

  • 23 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 11 de jun. de 2025



O Burnout é definido pelo Ministério da Saúde como um distúrbio emocional causado por grande estresse no ambiente de trabalho, atrelado a grandes responsabilidades e alta competitividade. Os principais sintomas envolvem fadiga mental e física, ansiedade, depressão, sintomas físicos como dores e problemas gastrointestinais, isolamento, sentimento de fracasso, insegurança, etc.


Você já deve ter ouvido falar recentemente no aumento do número de pedidos de afastamento do trabalho por essa condição. É importante salientar que a base para o adoecimento laboral precisa partir sempre da análise das condições de trabalho dentro dos sistemas econômicos e políticos que estamos inseridos. A “crise de saúde mental” que temos acompanhado nas mídias sociais, na verdade, diz mais sobre relações de trabalho exploratórias, longas jornadas e precarização do que uma crise de saúde mental propriamente dita.


O paciente diagnosticado com Síndrome de Burnout pode apresentar excesso de exigências consigo mesmo, medo do fracasso e rejeição, necessidade de aceitação e sobrecarga emocional. A psicoterapia de orientação psicanalítica se compromete com a garantia de um espaço seguro para que o paciente fale sobre suas questões, não para adaptá-lo às condições que vêm lhe causando sofrimento, mas para questioná-las e, dessa forma, pensar em maneiras possíveis de lidar com a angústia.


Sem esquecer que não podemos falar de sofrimento psíquico sem considerar questões sociais em que o indivíduo está inserido, o acompanhamento psicológico tem a função de reposicionar os sujeitos diante daquilo que lhes é essencial para viver de forma mais saudável.

 
 
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