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ADOECIMENTO FÍSICO E SAÚDE MENTAL

  • 23 de mai. de 2025
  • 1 min de leitura

Atualizado: 11 de jun. de 2025



Para a psicanálise, o corpo não se limita apenas ao biológico: ele é o lugar que carrega experiências, significados e marcas da história do sujeito. É onde uma doença orgânica aparece, trazendo impactos para a saúde mental, ou onde conflitos psíquicos podem se manifestar na forma de sintomas físicos - como os sintomas da ansiedade e do estresse, por exemplo. Ou seja, corpo e mente estão em constante comunicação, não sendo possível dissociá-los.


Quando há presença de uma doença orgânica - como o câncer e outras doenças crônicas, por exemplo - as mudanças não aparecem apenas no corpo físico, mas também em um lugar subjetivo:

- O que eu podia fazer antes que agora não posso mais? Qual lugar social eu ocupava, que agora já não ocupo? O que está diferente na minha relação com a família, amigos e trabalho? Quais perdas esse adoecimento me trouxe?


Dar-se conta desse novo corpo pode causar conflitos, angústias e intenso sofrimento. A aposta da terapia psicanalítica é a de que é possível elaborar essas mudanças, dando lugar aos questionamentos e medos, para que o paciente possa inventar boas formas de viver nessa nova configuração, considerando a presença da doença.


Quando os sintomas que aparecem no corpo não vêm de uma doença orgânica, mas de uma possível causa emocional, é possível que essa manifestação esteja relacionada às raízes desconhecidas de questões não resolvidas, traumas, sofrimentos, etc. A psicanálise entra como um método de trabalho que vai na direção disso que desconhecemos, trazendo para a consciência processos inconscientes. Essa intervenção ocasiona mudanças significativas de posição do paciente diante daquilo que lhe causa sofrimento.

 
 
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